Inquérito à CGD: «Parece que há uma verdade inconveniente que não se quer que venha a público»

0  ● 24.7.17 0




Luís Marques Mendes analisa a polémica sobre o número de vitimas de Pedrógão, a Lei da Rolha nos bombeiros, a comissão de inquérito à CGD.

TRAGÉDIA DE PEDRÓGÃO: "A pior coisa que podia haver agora era uma polémica sobre quantas pessoas faleceram. Acho que as autoridades deveriam divulgar, preto no branco, com total transparência, o número de vítimas, para que não restem dúvidas".

LEI DA ROLHA NOS INCÊNDIOS: "Há aqui uma mudança de comportamento da parte do Governo depois destas três ‘semanas fatídicas’. O Governo ficou afectado politicamente e em vez de reagir com humildade reagiu com arrogância. António Costa andou tanto tempo a afastar-se de Sócrates para agora ficar, de repente, com tiques socráticos".

INQUÉRITO À CGD: "O Estado português tem de meter na Caixa Geral de Depósitos uma "pipa de massa" por causa do "buraco" do passado. A primeira coisa que se exigia era, ao menos, perceber como é que se criou este 'buraco' na Caixa, o que é que correu mal?... E, apesar de tudo isto, a Comissão de Inquérito à Caixa acabou como começou – sem concluir nada e sem descobrir coisa nenhuma. Parece que há uma verdade inconveniente que não se quer que venha a público".
Miguel Sousa Tavares sobre a Caixa: "Um escândalo público e não pode passar sem consequências"

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Casamento cigano entre menores leva pais a responder na Justiça

0  ● 22.7.17 0
Polícia Judiciária descobriu casal, ela com 13 anos de idade e ele com 15. Pais estão "fortemente indiciados" pelo crime de abuso sexual de crianças



A Polícia Judiciária de Aveiro anunciou ter constituído como arguidos dois casais, com idades entre os 35 e 38 anos, residentes em Albergaria-a-Velha, num processo relacionado com um "casamento cigano" entre dois menores.

Em comunicado, a Judiciária refere que a investigação foi desencadeada na sequência da realização de várias buscas domiciliárias, efectuadas no âmbito de uma operação policial de combate à criminalidade violenta.

No decurso de uma delas constatou-se que dois menores, ela com 13 anos de idade e ele com 15, viviam maritalmente, em condições análogas às dos cônjuges", refere a mesma nota.

Os jovens terão contraído matrimónio no passado mês de Janeiro, com o consentimento prévio dos pais de ambos, e viviam na habitação da família do rapaz.

Segundo a Polícia Judiciária, a rapariga foi retirada da habitação e entregue para acolhimento num centro de apoio familiar.

Os dois casais estão "fortemente indiciados" pelo crime de abuso sexual de crianças. Foram notificados para serem presentes a primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação. TVI24 (Abril 2017)

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A este propósito em 2015 no Porto Canal: Um representante da comunidade cigana do Porto, João Coutinho, considera que a tradição não vai mudar, e que apesar de estarem a infringir a lei portuguesa, os elementos de etnia cigana vão continuar a promover o casamento das filhas o mais cedo possível.
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As brigadas da inquisição

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Há dias, Ricardo Araújo Pereira usou a palavra “mariconço” e as brigadas da inquisição tentaram a perseguição. A resposta do humorista foi clara: não há ninguém acima da crítica, do escárnio, do gozo; todos os grupos podem e devem ser gozados, criticados, achincalhados.

Todos os dias (mas mesmo todos os dias) os católicos são descritos através de termos como “beato” - e "beato” é o termo mais delicado da paleta. Porque é que o católico não tem direito a estas ondas de indignação que procuram calar, proibir, criminalizar? Porque é que o homossexual não pode ser gozado com uma palavra inofensiva como “mariconço”? Porque é que não se pode falar de homossexuais fora dos termos impostos pelos autoproclamados donos da homossexualidade? Onde é que está escrito que o homossexual é o novo e intocável aristocrata do espaço público? Lamento, mas este sangue azul LGBT não é superior à minha liberdade.



Há uns anos, a série de humor "Os Contemporâneos” fez uma rábula chamada “casamento cigano gay”. Ao inventar um casalinho de gays ciganos cheios de-não-me-toques, a rábula gozava com a óbvia homofobia dos ciganos e, ao mesmo tempo, parodiava os tiques amaricados e bamboleantes de muitos gays — tiques tão parodiáveis como os tiques das tias ou dos marialvas. Claro que o episódio foi denunciado pelas patrulhas ideológicas e aquele tipo de humor desapareceu da RTP. Há uns dias, Ricardo Araújo Pereira mencionou a palavra “mariconço” e de imediato foi apelidado de homofóbico. Os sinais são claros: gozar com gays é proibido, censurável, é mesmo censurado à cabeça por produtores medricas que nem sequer aceitam a ideia, o próprio humorista faz tanta autocensura que o resultado final já não é uma piada mas uma concessão aos códigos de linguagem das patrulhas. Isto é inaceitável. Quem é que elevou o gay à condição de aristocrata intocável? Porque é que se aceita a ideia de que algumas comunidades estão situadas fora do perímetro da crítica e do gozo? De onde vem a ideia de que corre sangue azul nas veias LGBT?

A regra sagrada do nosso espaço público é a inexistência de altares à prova de crítica e paródia. Sou católico. Todos os dias leio, oiço ou vejo coisas que são ofensas intencionais à minha fé. Contudo, não ando por aí a exigir censuras. Mas este é precisamente o problema. Enquanto existe carta branca para se gozar ou criticar os brancos católicos, já é completamente proibido gozar ou criticar os ciganos, o gays, os coxos, os gajos que gostam de roxo. Nesta lista de intocáveis, ninguém é tão intocável como o gay, o visconde do espaço público. Ora, o humor é uma forma de catarse colectiva que aproxima as pessoas. Herman José humanizou as tias e os gajos do norte aos olhos de quem não era beto ou do norte. Neste sentido, fazer uma rábula que goza com os tiques dos mariconços parece-me tão importante como uma rábula que goza com os tiques dos betos, das tias, das beatas. Gozar com o mariconço, que é uma versão excessiva do gay, parece-me tão importante como gozar com o beato, que é a versão excessiva do crente. O humor retira grupos ou indivíduos do seu pedestal e humaniza-os aos olhos das outras pessoas. No riso somos todos iguais.

ENQUANTO EXISTE CARTA BRANCA PARA SE GOZAR OU CRITICAR OS BRANCOS CATÓLICOS, JÁ É COMPLETAMENTE PROIBIDO GOZAR OU CRITICAR OS CIGANOS, O GAYS, OS COXOS, OS GAJOS QUE GOSTAM DE ROXO. NESTA LISTA DE INTOCÁVEIS, NINGUÉM É TÃO INTOCÁVEL COMO O GAY, O VISCONDE DO ESPAÇO PÚBLICO

Quando uma comunidade está acima da crítica ou gozo, é evidente que se torna impossível debater qualquer assunto sobre essa mesma comunidade. Este escudo protector que envolve o gay é um das razões que torna tão difícil o debate sobre casamentos e adopções gay. É que esta realidade objectiva (o gay está de facto acima da crítica e do humor) mostra mais uma vez que a retórica politicamente correta não está a lutar por uma justa igualdade entre pessoas, mas por uma posição aristocrática de uma minoria. Lamento, mas não dou para esse peditório. Todas as pessoas, todas as ideologias, credos, raças ou orientações sexuais podem e devem ser gozadas e criticadas. Chama-se liberdade. O sangue azul LGBT não está acima da minha liberdade.
Henrique Raposo (expresso)
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«Os que censuravam antes do 25 Abril estão-se a rir que nem uns perdidos» Hernâni Carvalho

0  ● 19.7.17 0



Bombeiros proibidos de falar. Informações aos jornalistas só na sede da ANPC.
"Na Venezuela? Na Coreia do Norte? Não, em Portugal".
(...) "Cumprimentos aos censores! Os que censuravam antes do 25 Abril estão-se a rir que nem uns perdidos". Hernâni Carvalho (hoje na SIC, ver video).

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«Os governantes corruptos devem ser perseguidos em toda a parte» Paulo Morais

0  ● 18.7.17 0



"O ex-presidente Lula da Silva foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do tríplex do Guarujá, investigado no âmbito da Operação Lava Jato." Os governantes corruptos devem ser perseguidos: na Europa, na América Latina, na Ásia, em África, em toda a parte. Sejam de direita, de esquerda, de qualquer quadrante.

Paulo de Morais

Daniel Oliveira: Por este crime, Lula não tem perdão

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Alijó: a estranha coincidência da indústria do fogo!

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"De novo os fogos, de novo coisas estranhas, de novo coincidências. A maior coincidência é que o Siresp não funcionou. Depois, à mesma hora e em três frentes diferentes, começou tudo a arder. É a estranha coincidência da indústria do fogo!
(...)Se gastarmos metade (do que se gasta no combate) em investigação criminal, a máfia do fogo desaparece. (...) O Siresp não funciona!..ainda não perceberam? Não é uma vergonha, é uma roubalheira! Se calhar, não é um problema dos portugueses. É um problema de meia dúzia de portugueses." Hernâni Carvalho.
veja: "Hernâni Carvalho: O que é que diz o contrato entre a PT e o Siresp".


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A CAUSA do negócio dos incêndios - Paulo Morais

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A CAUSA do negócio dos incêndios:

Orçamento para combate a incêndios: 211 Milhões de Euros.
Orçamento para prevenção de incêndios: ZERO.

Bastaria despender menos de metade em prevenção e não estaríamos na situação de catástrofe em que nos encontramos, resultantes desta avassaladora e descontrolada vaga de incêndios.



A pergunta que ainda falta fazer:
Quem factura os MAIS DE 210 MILHÕES DE EUROS orçamentados pelo Estado para combate a incêndios em 2017? Para quem vai esse dinheiro? Quem fica milionário enquanto muitos morrem e outros ficam na desgraça? Quem factura no NEGÓCIO DOS INCÊNDIOS?
Os Media portugueses andam adormecidos.

Veja: Em vez de andar a pagar fogos, o estado deveria premiar a sua inexistência. As campanhas de combate a incêndios, incentivam os próprios incêndios ao enriquecerem as empresas que se alimentam deste negócio.
Paulo Morais


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